Atualização de referencias pra gente asquerosa

Witzel não é bobo. Tudo pra ele é palanque. Asqueroso, foi o cara escroto que chegou de helicoptero pra comemorar, saltitando e socando o ar, o assassinato de um rapaz que havia feito de reféns os passageiros de um ônibus.

Com a Libertadores não foi diferente. Fez da vitoria rubro-negra um evento para jogar holofotes sobre si. O palanque? A capital do estado que “governa”. O Flamengo, aquele da diretoria que não foi punida pela morte de 10 meninos no Ninho do Urubu, aceitou ser a escada desse palanque. Imagino qual foi o toma lá da cá que se negociou.

Reparou? O rapaz que sequestrou o ônibus, ele comemorou como um idiota a sua policia tê-lo matado. O Flamengo que negligenciou à morte 10 de seus jovens talentos e cuja diretoria não foi punida, esse ele não apenas desfilou junto, mas se ajoelhou aos seus pés.

Ah, mas era o Gabigol, o craque, o jogador. Ele não se ajoelhou pra diretoria.

Amore, pra diretoria ele deve ter é feito sabe lá que concessão, que promessa, que pre$$$ente. E não pense que pro Gabigol foi diferente.

Ontem, o video em que Witzel se ajoelha em campo viralizou (preciso dizer asqueroso outra vez?). O ângulo e o instante capturado, faziam parecer desconforto no jogador, que, aparentemente se afastou constrangido ou, talvez, enojado.

Em segundos o twitter não era outro assunto. Gabigol lacrou. Gabigol humilhou. Gabigol desprezou. Gabigol herói.

Fiquei aguardando quanto tempo até o herói de papel se desfazer na chuva.

Não precisei esperar muito.

Ah, mas a pressão da imprensa. Ah, mas a pressão da diretoria. Ah, mas a pressão…dos privilegios que posso acumular disso — deve ter pensado Gabigol.

Gabigol pode até ter sido forçado a posar de revestimento dourado pro tolete humano que o povo fluminense com seu dedo de Midas invertido colocou no poder. Mas, precisava posar assim cheio de dente?

10 flamenguistas não comemoraram

Em 2019, 10 meninos morreram em um incêndio por negligência do Flamengo.

Foram mortos 10 jovens. Eram os filhos de 10 famílias. Morreram 10 talentos promissores do esporte nacional. O Ninho do Urubu queimou à morte 10 sonhos, ao menos.

As reações? Pessoas declarando à exaustão seus lutos e indignação virtual em rede social. Chocadas com a tragédia, repercutiam o coração rubro negro dilacerado em suas timelines. Manifestavam solidariedade às familias. E… defendiam o Flamengo.

Em um processo de racionalização insustentavel, imprensa, diretoria do time, jogadores, torcedores (do mais variado espectro sociocultural) não pareciam ter dificuldade em separar o que seria o Flamengo “diretoria” do Flamengo produto vendido nas embalagens time, “nação”, emoção, ídolos, craques, objetos, vestimentas, hinos, fofocas, ideal de consumo etc.

Cumprido o papel social esperado de individuos, grupos e instituições, a imprensa e as redes socias não demoraram a se acalmar. Assim, dez mortes ficaram para trás sem que a tal diretoria tenha sido punida e sem que nenhuma reparação mais profunda e significativa tivesse sido observada.

O esquecimento. Ou talvez, uma memoria sem afeto de uma tragédia espetacular e distante.

Hoje, olhando as imagens de uma Presidente Vargas tomada de rubro negro em festa, é dificil não pensar onde estava toda essa gente pressionando o sistema por uma reparação. Se essa multidão tivesse de fato se indignado e usado essa energia para declarar sua repulsa a uma estrutura que se sustenta da exploração da carência econômica e emocional de seres humanos, será que o evento trágico poderia ter iniciado um processo de redefinição das regras de um jogo perverso que naturaliza a exploração da miséria nas suas mais variadas formas?

Porque eu já tô de saco cheio

Alô, marciano. Aqui quem fala é da Terra. Não, 👉😄👈 fake news . Aqui quem fala é do Brasil, mais especificamente do Rio de Janeiro. Já fui o cara que dava porrada 3×4 sem despentear, mas só quando alguém bota a mãe no meio, e olhe lá.

No mais, não faço força nem pra virar de lado na esteira. Talvez se o flamengo jogar. Talvez se o boi tolo desfilar. Talvez se der praia. Talvez.

O quê? Venderam a Petrobrás pra Petrobrás? Ah… deixa.

O quê? Tão matando lideranças da floresta? Matando criança por lá? Ah… que tragedia, mas quanto foi o jogo mesmo?

O quê? Mais de 1 bilhão de pessoas esmagada na miséria e 50% do país sobrevive com 413 reais? O ministro da economia disse que o pobre não sabe investir os recursos que tem? Ah… mas num é? Pobre é foda, no lugar de comer quer parcelar o… o quê mesmo que não tem credito? Ah…

O quê? Censura? Nah… exagero, mimimi dos esquerda. Que eu comprei meu Romero Brito e ninguém me impediu. É que eles confundem essas putaria com arte. Arte é Monalisa. Arte é o que tem no Louvre. Eu, hein, arte brasileira. Arte é cinema gospel do Edir Macedo financiado pela Rouanet, aí sim. Arte é Picasso. Picasso. Ih, só pensa besteira. Aff. To falando, esquerda só pensa putaria. Mas já ouviu aquela do … ele tinha um…👉 🤣 👈

O quê? Mais de 600 dias sem resposta pelo assassinato de Marielle? Envolveram o nome do presidente no crime? Ele usou o governo aparelhado pra impedir a investigação? As provas foram parar nas mãos dele e dos filhos? O autor dos disparos é vizinho dele? É da milicia? A milicia, que o filho dele empregava? Ih, gente, vê maldade em tudo. E o filho do Lula? E o pedalinho? E o peteeeee?

O quê? Liberou agrotóxicos proibidos no mundo? Que bobagem, vocês ficam torcendo contra, aí dá cancer mesmo.

O quê? A Amazonia ardeu em chamas? O presidente minimizou? O quê? Ele enfraqueceu fiscalização, autorizou ações criminosas? O destamento cresceu? Ah… mas essa época do ano sempre pega fogo por lá, e tem mais, coisa de ONG isso, e, e, e … e é isso mesmo, os índios tb queimam floresta, tá?

O quê? O presidente mentiu no twitter mais uma vez? Disse que 3 empresas sairam da argentina pra vir pro Rio? Pro Brasil? Era mentira? Ah, ele tava brincando. Vocês, tb, o cara não pode brincar. E ele já apagou. O twitter.

O quê? O Brasil de Bolsonaro é alinhado com teocracias monarquistas assassinas? Melhor amigo do Mohammed bin Salman? Cara, todo mundo, especialmente as mulheres, dariam tudo por uma noite com o principe. O Bozo deu. Vc tb daria, serio… para de mimimi.

O quê? Teve um derramamento de óleo na costa brasileira e o governo federal não fez nada e ainda apareceu na live do presidente pra dizer que peixe é esperto? Ah, mas o óleo é da venezuela. Navio grego é o escambau. O óleo é comunista. Para de reclamar que isso é o comunismo querendo nos derrubar. E pensa positivo. Faz um theta healing que passa. Arminha tb ajuda.

O quê? O condominio milicias da barra, avenida lucio costa 3200, fica ali, na praia? Pertinho dos pontos de onibus que vem da oeste, norte e sul? Logo ali do BRT e metro? Tem estacao de bike compartilhada na porta? Tem patinete?! Facinho de chegar? Na frente-frente da praia? Dá até pra ver o flamengo na led do quiosque em frente? Ah, espera o boi tolo desfilar por lá que a gente vai fazer vigilia na porta pra protestar.

O quê? E se a vigilia de Curitiba se plantasse no milicias da barra? Será?

Tragedinha anunciada

Opa. Boa noite. A imagem é pessima, estilo olha o ovni, acredita em mim. Mas é a que posso fazer de noite, pelo celular, da varanda do prédio.

No ponto vermelho tem um farol piscando e um alarme disparado. É um carro, talvez um caminhão, pelo barulho absurdo que fez. O motorista perdeu o controle EM UMA RETA sem obstáculos e, na curva, foi parar dentro do canteiro remanescente da obra estupida de redesenho de avenida.

Parabens, Crivella. Parabéns, ativistas do Rio de Janeiro. Parabens, acadêmicos estudiosos. O prefeito está de parabéns pela (des)graça da obra. Os acadêmicos e ativistas estão de parabens pela inoperancia e omissão. Foram ativados. Preferiram calar. Me orientaram a ir SOZINHA na prefeitura. Fui, deu em nada, claro.

Lembro que na epoca poder publico e universidade, junto com uns ativistas bem intencionados faziam uma intervenção urbana mal comunicada e que não gerou nenhum resultado no bairro da tijuca. Parabens mesmo.

Também lembro que, em um evento sobre segurança do pedestre e mobilidade ativa — own — conversei com uma mocinha da prefeitura, responsável por esse tipo de questão. Me olhou como se fosse louca. Disse que eu não devia estar entendendo a obra. Já dei os parabéns?

Só pra recordar o que já sabemos e que já descrevi em post anterior, justamente sobre essa obra. Na longa, perfeita e livre reta, motoristas conduzindo carros, que já vem aceleradissimos da praia, ganham velocidades impressionantes.

Pedestres NÃO tem como atravessar sem risco de morte. NÃO tem redutor de velocidade. NÃO tem sinal. NÃO tem faixa de travessia. Nem vou comentar sobre acessibilidade para crianças, idosos, cadeirantes, carro de bebê, porque NÃO TEM. Facilidade e segurança para ciclistas? NÃO tem.

Tem uma calcadinha mequetrefe. TODA a iluminação é para os carros. Mas os postes ocupam lindamente a calcadinha mequetrefe. Ah, foda-se o pedestre.

Como pedestre me sinto ameaçada caminhando por essa calçada. É nítida sensação de que, no retão acelerado, um carro pode facilmente subir a calçada e levar o pedestre inconveniente pra outra vida — pra ver se para de atrapalhar nessa; já vai tarde.

Hoje não aconteceu. A essa hora da madrugada não há pedestres. A verdade é que depois dessa linda obra, vejo menos pedestres e ciclistas. Coisa que no bairro da Barra já é meio raro. Caminhar e pedalar é ato heroico, coisa de pobre ou de uber bike ou de maluco beleza ou de ciclochato, ou de velho ou de tudo isso junto. Eu mesma já não uso esse acesso. Embora seja o mais óbvio, é o mais mortal.

A policia chegou. Tô tão de saco cheio. Agora chegou a ambulância também.

Problema evitavel. Crime urbano.
Carro em alta velocidade na reta sobre a calçada e invade canteiro de mangue.

46 outubros atrás

Ainda dá tempo? Sempre gosto de ver o desfile de crianças deslizando pela telinha do celular. Fui procurar fotos minhas. Pra participar. Achei as várias crianças que eu fui, sempre sendo a mesma. Escolhi essa.

Aqui é a criança suburbana, que aprendeu a andar correndo na rua larga próxima da linha do trem, do lado oposto à fábrica de açúcar.

Esta bebê é carioca. Primeira da família a nascer em terras brasileiras. Contam que não queria sair da Terra do Antes. Chegou por cesariana. Era de muito olhar e quase nunca falar, “tão quietinha que a gente até esquecia”.

Foi neta de imigrantes camponeses que cruzaram um oceano inteiro em busca de paz, trabalho e futuro. É filha de imigrantes — crianças tentando se achar no continente novo entre a tradição familiar campesina e a vida na cidade, jovens adultos, mais jovens que adultos, começando uma família.

O ano desta foto é 1973. Registro de meu pai. Nesta época, plena ditadura militar, ele já estava relativamente bem orientado na direção daquilo que seria a vida dele e que era, como ainda é hoje, fortemente identificada com o trabalho.

Minha mãe, para os meus atuais 46 anos, era uma menina de apenas 21. Recém chegada de terras vizinhas, no Rio era imigrante duas vezes. Sem nenhuma referência que não fosse meu pai e esse bebê, ela se equilibrava entre aprender a viver longe da família, dos amigos e de tudo o que conhecia, aprender uma nova língua, aprender a ser mulher adulta, aprender a ser dona de casa, aprender a ser esposa e aprender a ser mãe. Além da família, deixava no país onde cresceu a estudante de artes plásticas.

Contam que esta bebê não gostava de leite e não comia nada. Mas tinha loucura por passear de carro. O carro era esse Chevette goiaba.

Sobre o tampo do porta malas, a pequena criatura veste um colar de chupeta e fralda de pano. O sorriso sem dentes enfeita a magrelice de toda vida.

Não tenho absolutamente nenhuma memória dessa época. Só aquela que me contaram e também as que eu ouvi por aí.

Dois anos e seis meses depois ganharia um irmão gordinho e cheio de dobras.

Paralelos e opostos

Raoni Metuktire, líder da etnia caiapó, nasceu em 1930 no estado brasileiro de Mato Grosso.

Depois de quase um século andando por esse mundo, o embaixador pela proteção da floresta amazônica e dos povos indígenas foi citado como inimigo do país em discurso pós-verdade na assembléia geral da ONU, em 2019. Raoni, liderança reconhecida e respeitada internacionalmente, foi atacado por aquele que nunca será.

Olha esses caminhos.

Quando, aos 24 anos, Raoni estabelecia seu primeiro contato com a cultura branca, Jair nem tinha nascido. Esse chegou um ano depois, em 1955. Para sua mãe acontecia um milagre. Por isso, recebeu o nome de Messias. Acreditou. Nascia o capiroto brasileiro de uma família com ascendência italiana e alemã. Melhor berço pra um anti-cristo não tem.

O ano agora é 1964. O Brasil sofria um sinistro golpe militar. Após 10 anos de seu primeiro contato com ‘o homem branco’, Raoni se encontrava com o rei Leopoldo III da Bélgica por ocasião de sua expedição por reservas indígenas protegidas do Mato Grosso. Jair, por sua vez, não tinha sequer completado 10 anos. Cresceu dentro da noite que mal escondia seus crimes com mentiras e medo. Fez escola.

Adolescente, se orgulha de, supostamente, ter denunciado o militar dissidente e guerrilheiro político contra a ditadura militar, Carlos Lamarca. Era o inicio dos anos 70.

Já tendo sido tema de documentário e sentado com ministro brasileiro para negociar demarcação de reserva indígena, Raoni alcança notoriedade internacional em 1987, após encontro com o cantor britânico Sting.

Jair? Avaliado como excessivamente ambicioso e interessado em enriquecer, Jair (falso)Messias (capiroto) Bolsonaro se insubordina contra a autoridade e a disciplina do Exército. Abre o verbo – que no seu caso é dizer que abre o intestino pela primeira vez pra imprensa. Sua reclamação é por melhor remuneração para sua classe. Ameaça plantar e explodir uma bomba para obter o que quer. Sem maiores punições, aos 33 anos — é isso mesmo, minha gente?! — surfando na marola de lama que nunca mais largou, se elege vereador pelo Rio. Tem inicio uma brilhante carreira politica de 27 anos: como um fungo de pele, permanece no poder sem jamais ter realizado absolutamente nada. Assim, inicia a formação de um clã. Cabra bom, pensa no longo prazo. Principais adjetivos que ostenta com orgulho: desclassificado, odioso, populista, ultra-direitista, defensor da tortura.

Habituado a compartilhar fezes como se fossem ideias, em 2018, fez uma cirurgia no intestino, abrindo suas entranhas para o mundo. Uns dizem que foi uma facada. Outros dizem que foi fakeada. Outros acreditam que foi um câncer. Não importa. Importa que é o intestino. O unico órgão funcional (mas nem tanto) do atual presidente do país.

Em 2019, enquanto Jair se afoga em incidentes diplomáticos, como aquele em que ofende Brigitte Macron, esposa do líder francês, Emmanuel Macron, Raoni foi recebido por esse líder ao fim do G7.

Insatisfeito em humilhar o Brasil apenas no mundo real (que é a ficção ruim que ele construiu com mentiras aprendidas na adolescência, enquanto admirava a ditadura militar), queimou nosso filme também no universo Marvel.

Queria dizer fim. Mas não acabou. Ainda.

Não se assuste pessoa, se eu lhe disser que a vida é boa

Estranha. Questiona. Não naturaliza a barbárie.

Você não precisa ter certeza. Não precisa ter a resposta pra tudo. Não precisa ter razão. Não precisa ganhar a discussão. E se estiver desconfortável, tudo bem. Você não estará só. Pelo contrário. Provavelmente estará muito bem acompanhado/a.

Um amigo, há umas três décadas, escreveu algo que se lia assim: estou perdido, não quero encontrar o caminho, mas outros que também estejam perdidos para, juntos, criar um caminho.

Pelamorrrrr de Dadá. Não tô aqui falando pra você seguir o obscurantismo canalha do astrólogo escatológico do terraplanismo, antivacina ou coisa que lhe valha. Presta atenção!

Apenas, abre os olhos e vê. Sintoniza os ouvidos e escuta. E respira. Respira pra valer. Desafoga os teus pulmões desse excesso de ar congestionado que te sufoca.

Inspira. Expira. E, depois, expira mais.

Percebe o vazio.

Só então inspira de novo.

Muito provavelmente quase ninguém sabe bem o que tá fazendo e nem porquê. Eu desconfio muito de quem diz que sabe.

Vai. Vai na sua. Vai no seu tempo. Acha a sua turma. Ela existe. Ou, antes, acha as suas turmas. Você pode ser muitas coisas ao mesmo tempo. Ou uma de cada vez. E nenhuma delas precisa estar a serviço do enriquecimento financeiro de outro, em uma troca que nunca é justa, até que sobre nada de você.

Disseram que o mundo tinha que funcionar assim. E o mundo se convenceu. Mas, não. O seu trabalho é seu. O seu trabalho, a sua criatividade, a sua inteligência, o seu tempo, a sua vida, a sua saúde, tudo isso é seu e não precisa ser cativo da exploração de um senhor; de um sistema de moer gente e acumular riqueza que te descarta como se nada: “ele não era nada não”. Tem uma realidade aí fora que te disseram ser a única possivel. Não é.

Isso não é verdade.

Assim como também não é verdade que alguém é nada não. Não! Ninguém não é nada não. Nem mesmo quem diz uma barbaridade dessa.

Ama. Conversa. Escuta.

Escuta.

Escuta.

Abraça. Planta uma semente. Rega. Vê brotar.

Escuta. Vê. Ama.

Tenta. Erra. Acerta. Erra de novo. Tudo bem.

Ama.

Faz algo por alguém. Só por fazer. Só pra ver um sorriso. Se o sorriso não vier do outro, tá tudo certo, tá bom também. Tenho certeza que você estará sorrido.

Ama.

Lê um livro. Escreve. Qualquer coisa. Do jeito que der.

Desenha. Pra você. Pra ninguém. Pra quem for. Só pra desenhar.

Borda. Faz música. Ouve música. Dança.

Dorme. Dormir é bom. Dormir é ótimo. Dorme bem.

Não faz nada.

Nada. Vê o céu, o sol, o mar, o verde, a vida.

Ama. Se ame. Pra você. Não pro aplicativo. Não pra competir. Só pra sentir. Só pra ser.

Ama.

Dica amiga: vai lá e escuta Dê um rolê, Os Novos Baianos 😊